A consolidação de práticas responsáveis no agronegócio é um sinal claro da maturidade crescente do setor em ética, governança e conformidade. E iniciativas como o Selo Agro Mais Integridade mostram que integridade não é apenas um valor — é um ativo competitivo. 

Na última semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na sede da ApexBrasil, a cerimônia da 7ª edição do Selo Agro Mais Integridade (2025-2026), reforçando o papel central da integridade como pilar de sustentabilidade, credibilidade e expansão de mercados. 

O programa, dedicado exclusivamente ao fortalecimento da cultura de compliance no ambiente agropecuário, reúne instituições estratégicas em seu Comitê Gestor — entre elas a Controladoria-Geral da União, Embrapa, CNI, Febraban, OCB e CNA — além de entidades comprometidas com integridade e sustentabilidade corporativa. Essa atuação conjunta demonstra que o avanço do agro depende de cooperação, transparência e padrões elevados de governança. 

O propósito é claro: reconhecer empresas, associações e cooperativas que comprovam, na prática, seu compromisso com ética, anticorrupção e responsabilidade socioambiental. 

Nesta edição, o Selo alcançou participação recorde:  96 organizações avaliadas e 52 certificadas após rigorosa análise técnica. 

O processo foi fortalecido pela Portaria Mapa nº 828/2025, que trouxe avanços importantes: avaliação por pontuação, comprovação documental robusta, inscrição individualizada de matriz e filiais e adoção de ciclo bienal — medidas que elevam a confiabilidade e a consistência do programa. 

O resultado é um selo que se consolida como instrumento essencial para promover comportamentos éticos e sistemas eficazes de compliance em toda a cadeia produtiva. 

Alinhado às recomendações internacionais da OCDE — que reconheceu o programa como referência setorial na Revisão de Integridade do Brasil 2025 — o Selo fortalece a reputação do agronegócio brasileiro e evidencia que integridade é hoje parte indissociável da competitividade global. 

Afinal, o compliance não é burocracia: é estratégia. É o que abre portas, reduz riscos, atrai investimentos, amplia mercados e constrói confiança. Iniciativas como essa mostram que o setor está avançando com responsabilidade, visão de futuro e compromisso com a sociedade. 

Sthefanny Oliveira e Monica Bressan