Falar em gestão de riscos deixou de ser apenas uma exigência técnica ou documental. Hoje, trata-se de uma postura organizacional diante do cuidado com as pessoas, da sustentabilidade do negócio e da responsabilidade legal e social.

Com a atualização da NR-01, especialmente no que se refere ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), muitas organizações ainda se perguntam: Estamos realmente preparados ou apenas “adequados no papel”?

O que muda com a NR-01? – A NR-01 estabelece diretrizes gerais sobre segurança e saúde no trabalho e consolida o PGR como eixo estruturante da prevenção. Isso significa que as empresas precisam:

  • Identificar perigos e avaliar riscos de forma contínua;
  • Planejar e implementar medidas de prevenção;
  • Monitorar, revisar e melhorar processos;
  • Integrar a gestão de riscos às rotinas organizacionais.

Contudo é essencial observar que mais do que cumprir uma norma, trata-se de incorporar o risco como variável estratégica.

Então, lembre-se que gestão de riscos não é só técnica — é cultural e em alguns casos mudança cultural. Visto que um dos maiores equívocos é entender a gestão de riscos como responsabilidade exclusiva do setor de segurança do trabalho ou da Gestão de Pessoas. Na prática, exige:

  • Comprometimento da alta liderança;
  • Engajamento das lideranças intermediárias;
  • Participação ativa dos trabalhadores.

Risco mal gerenciado não se revela apenas em acidentes físicos, e sim como adoecimento mental, Burnout e absenteísmo, clima organizacional adoecido, alta rotatividade e ainda o risco de passivos trabalhistas, além dos danos à imagem institucional.

Lembre-se que o maior risco é tratar a NR-01 apenas como burocracia

Organizações que enxergam a NR-01 apenas como exigência legal perdem a oportunidade de fortalecer sua cultura, proteger pessoas e gerar valor no longo prazo. Uma gestão de risco bem feita poderá preserva vidas, fortalece vínculos, entender e reduzir custos ocultos e ainda sustenta resultados.

No cenário atual, não se preparar é, por si só, um risco elevado.

Márcia Reis